Copa do Mundo 2014: oportunidade desperdiçada?

Em: Pra Ler, postado por: JForni

21 jul 2010

Um evento do porte de uma Copa do Mundo se qualifica como ocasião imperdível para a demonstração de aspectos significativos do país que o acolhe. Esses aspectos se alinham desde os resulta­dos que a intensa exposição à mídia inter­nacional pode proporcionar ao turismo a outros que podem eviden­ciar uma capacidade nacional em empre­ender ações complexas. A Copa do Mundo de 2014 pode tornar visível nossa perícia em projeto, implementação e reali­zação.

Ao longo da história, eventos dessa natureza serviram muitas vezes para o esta­be­leci­mento de paradigmas no uso de novas tecnologias na área da comu­nicação. Além disto, por outras vezes serviram para alavancar certo desen­vol­vimento sócio-econô­mico. Dependendo da atenção conferida a variados fatores, o resul­tado dos investimentos econômicos podem se tornar ou não sustentáveis.

Assim, o desenho do símbolo para o evento reflete, ao menos, dois significados. Certamente significa o que está ali para significar, no caso, a edição da Copa do Mundo de 2014 organizada pela FIFA. Mas o símbolo é tam­bém portador de um significado relativo ao próprio ato de desenhar. Ou seja, as características do de­se­nho traduzem, sempre, uma determinada atitude diante do ato de projetar, do ato de se fazer design.

Nessas ocasiões, experimentos podem ser realizados e, através deles, algo mais pode ser comunicado, e signifcar avanços para além dos limites do evento. Por exemplo, nas Olimpíadas de Sydney, Austrália, em 2000, elegeu-se a eco-susten­tabilidade como um de seus atributos. Junto ao estádio onde grande parte das competições de atletismo se deu, as torres de iluminação eram auto-sus­tentáveis. Isto mesmo, independiam de conexão a qualquer outra fonte de energia senão aquela proporcionada pela energia solar. Ali se demonstrou a possibilidade de imple­mentar equipamentos urbanos dotados desse tipo de predicado. Outro exemplo: os sinais adotados pelo Japão, durante as Olimpíadas de 1964 – picto­gramas que superavam a barreira linguística através do uso de ima­gens signifi­cativas acessíveis por qualquer cidadão do planeta – estabe­le­ce­ram um parâ­metro para toda a comunicação a ser implantada em situações as­se­me­lhadas, de aeroportos a hotéis, de grandes espaços congressionais a estádios.

Por outro lado, esses projetos incorporam uma natureza estética, que não se caracteriza somente como criação de beleza. Nessas ocasiões, um dos fatos consolidados é a reiteração de traços de uma imagem nacional. O sinal desenha­do pelo catalão Josep Trias para as Olimpíadas de Barcelona em 1992 ecoa a linguagem de Joan Miró e Pablo Picasso, reafirmando sua origem cultural. O sím­bolo adotado pela Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos em 1994 remete diretamente à bandeira americana.

Hoje, para a Copa do Mundo 2014, observa-se o que parece ser um indicativo em oposição a esse tipo de percepção. O símbolo apresentado à comunidade inter­nacional na festa de encer­ramen­to da Copa Sul-Africana, escolhido por um grupo de celebridades, certamente atendeu à sua vontade coletiva em circunstância apa­ren­temente de­sin­formada. À comissão julgadora responsável por tal escolha não se pode, talvez nem se deva, imputar a responsabilidade por sua escolha, seja ela boa ou má, já que é plenamente compreensível que seus integrantes não tenham o hábito de refletir sobre tais assuntos – nunca lhes coube, não lhes cabe essa reflexão.

O símbolo da Copa do Mundo 2014 é um desenho tosco e inacabado. Seu conceito básico – múltiplas mãos que se apoderam da bola, signo máximo da competição, ou da taça, como afirmam seus autores – é passível de questio­na­mento, já que estes não deveriam constituir seu principal significado. É inaca­bado pela inadequação do seu desenho, traçado que mal se equilibra entre o cômico e o irônico, assim como pelos desnecessários detalhes à apreensão da sua forma – pequenas sombras nas mãos chapadas refletem o mais básico dos artifí­cios disponíveis em softwares gráficos de desenho. Da forma das letras, o que dizer? A tradição tipográfica ini­ciada no século 15 indica que a forma da letra sempre é portadora de algum tipo de significado. No símbolo, só revela uma certa inabilidade na escrita, algo infantilizado. Ainda, a falta de uma referência de base não o sustenta verticalmente, mantendo-o em precário equilíbrio.

Ressalte-se aqui que esta não é uma reclamação de ordem corporativa. Não se trata de exigir a presença de designers, e so­mente isto. Se trata, sim, de questio­nar algo mais profundo. Se trata de exigir uma postura consistente de projeto, e, assim por dizer, de design no seu sentido mais am­plificado.

Frente aos problemas veiculados pela mídia durante as últimas semanas quanto aos projetos dos equipamentos necessários à realização do Mundial, constata-se uma grande dificul­dade em lidar com a questão do projeto em toda a sua comple­xidade. Pode-se chegar à conclusão que, juntamente com o símbolo escolhido, tudo será conduzido e orquestrado sem que seja usufruido o grau de oportu­ni­dade oferecido por essa fantástica situa­ção de comuni­cação.

Através do símbolo apresentado, estaremos expondo ao mundo uma tremenda inca­paci­dade de lidar com o projeto e com a criação de símbolos. Isto, no míni­mo, não corresponde à realidade brasileira, cuja produção em design rever­bera, pela qualidade que emana, pelos quatro cantos do planeta. A esta qualidade do design, somam-se a qualidade da engenharia e da arquitetura brasileiras.

Nos defrontamos, evidentemente, com uma séria questão de gestão.

Estamos no limiar, já que todos os prazos se atropelam, de demonstrar ao mundo que ainda somos juvenis, alegres, mas totalmente desprovidos da capacidade racio­nal de projetar o futuro, característica central do design em seu melhor e mais amplo sentido. Nessa perspectiva, infelizmente, o sinal apresentado se ofe­rece como a melhor síntese.

João de Souza Leite,
Designer, professor na ESDI/Uerj e na PUC-Rio,
pelo Conselho de Ética da Associação dos Designers Gráficos – ADG

Fonte: http://adg.org.br/blog/blog/copa-do-mundo-2014-oportunidade-desperdicada/

Serge Birault - Papa Ninja

Em: Pra Se Inspirar, postado por: JForni

7 mai 2010

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Por esses dias navegando pelos mares da internet acabei caindo no site do artista francês Serge Birault.

Embasbacado com a qualidade dos trabalhos do cara, descobri que já possuía algumas de suas criações salvas no computador (quem não faz isso quando encontra uma imagem fodona?), só que assinado com o pseudônimo de Papa Ninja.

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Vinhetas Cartoon Network

Em: Pra Ver, postado por: JForni

3 mai 2010

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Admito, gosto para caramba de Cartoon Network! E não apenas isso. Tão bom quanto ver As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy e Cia é acompanhar o que o canal produz para suas divertidíssimas vinhetas.

No vídeo abaixo vocês podem conferir algumas dessas vinhetas no demo reel de Daniel Xavier, que trabalhou na equipe do projeto para a Turner, dona do canal.

Reel HD from Daniel Xavier on Vimeo.

O grande barato dessas vinhetas é que elas saem do lugar comum e mostram os personagens fora de seu contexto e por vezes, fora de seu universo - tudo com muito humor e sarcasmo.

Com certeza um ótimo trabalho de animação e edição de vídeo.

1937 - A Branca de Neve e os Sete Anões
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Eco Coke

Em: Pra Ver, postado por: JForni

22 abr 2010

Conheça a Eco Coke, projeto do estudante chinês Andrew Seunghyun Kim para o segundo semestre de sua faculdade de design. Sua proposta é criar embalagens orgânicas de refrigerantes no estilo Longa Vida, feitas a partir da cana de açúcar.

Para Andrew, sua criação reduziria o impacto ambiental fruto do massivo descarte das garrafas plásticas e facilitaria significativamente o transporte do produto, já que seu desenho permite melhor acomodação no empilhamento das caixinhas.

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Programe-se em design

Em: Pra Participar, postado por: JForni

15 abr 2010

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O Surrealismo de Uelsmann e a fotografia digital

Em: Pra Pensar, postado por: Bruno Marinho

14 abr 2010

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Por Bruno Marinho e Jforni

O Surrealismo nasceu em Paris nos anos 20 e foi fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Freud. As artes surreais são marcadas por formas irreais e imaginárias que comunicam ao inconsciente uma aparente loucura. Contudo, há muito mais nas mensagens desse gênero do que uma análise superficial pode imaginar.

O mais conhecido artista surrealista provavelmente é Salvador Dali. Suas famosas pinturas “A Persistência da Memória - 1931″, “Metamorfose de Narciso - 1937″, “O sono - 1937″ são expoentes desse movimento. Na galeria online oficial de Dali você pode conferir todas as obras e informações detalhadas sobre este mestre do Surrealismo.

http://www.dali-gallery.com/

Chegamos então à seguinte questão: “o que isso tem a ver com fotografia?”

Para aqueles que não conhecem, gostaria de apresentar-lhes o trabalho do fotógrafo Jerry N. Uelsmann. Esse norte-americano, nascido em Detroit (1934), tem uma produção impressionante e ao meu ver, mesmo sendo reconhecido como um dos mais importantes fotógrafos do Modernismo, pode ser considerado o Dali da fotografia.

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Redação Publicitária – aula inaugural

Em: Pra Ler, postado por: Convidado

12 abr 2010

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Costumo dizer que todo mundo é técnico de futebol e publicitário. Pelo menos aqui no Brasil, a relação é igual para ambos: todo mundo tem seu palpite. Eu, como publicitária, não me arriscaria a ser técnica de futebol. Sei que existe estudo, técnica, truques, e mais um monte de coisa que a gente nem imagina. Então, para que parem com isso, a partir de hoje ofereço-lhes algumas aulas de redação. Sim, vou postar truques, técnicas e estudos. Ué, mas e se o efeito pode ser contrário? Os palpiteiros vão se achar ainda mais no direito de se meter no trabalho dos outros. Tudo bem, desde que o que a gente veja nas ruas fique melhor do vemos hoje.

Nesse espaço, quero mostrar como se desenvolveu o texto publicitário. O objetivo é apresentar a evolução e demonstrar que, como em uma ciência qualquer, ela é objeto de avanços e de aperfeiçoamentos.

LINHA DO TEMPO. Para começar, como começou?

1) Os primeiros sinais foram encontrados há milhares de anos (lá na Babilônia), onde mercadores anunciavam em voz alta seus produtos e tabuletas divulgavam combates, casas de banho, etc. Evidentemente, eram anúncios bastante limitados.

2) A imprensa de Gutemberg foi, sem dúvida, um dos maiores impulsores da publicidade, ao permitir que no papel a mensagem chegasse mais longe do que em grafismos dos muros ou vozes de comerciantes. Surgiram os primeiros panfletos e cartazes.

3) Em 1625, apareceu em um jornal inglês o primeiro anúncio publicitário de um livro. Este anúncio vai constituir-se como a nova (e eterna) fonte de renda para os jornais. Mas a publicidade era meramente informativa: ela não era nem um pouco atrativa visualmente, pois o único objetivo era informar o que estava sendo vendido. Não existia a preocupação de convencer.

Podemos dizer que a “real” publicidade, da forma como conhecemos hoje, emergiu no início da Revolução Industrial. Era uma nova era: novos mercados, novos públicos, muitos produtos à venda, muita variedade de serviços. Havia a produção em massa e o mercado não parou de crescer. Tornou-se necessário vender. Era preciso anunciar para um determinado público (eis que surge nosso famoso público-alvo) e convencê-lo de que o seu produto era melhor. A concorrência passou a existir.

Já imaginou o que vem por aí? Muita apelação, hipnotismo, bebês fofos e filhotes de cachorro. Não percam a próxima aula.

Lucienne Condé 30 anos, é publicitária e redatora (http://conde.carbonmade.com), com 7 anos de experiência. Trabalha com projetos institucionais, varejo, trade e endomarketing. E como não cansa de escrever, tem seu blog sobre cinema atualizado toda sexta. http://www.primeiragota.com

Pixels by Patrick Jean - Invasion pixels

Em: Pra Ver, postado por: JForni

8 abr 2010

Dica de Manuel Amado.

1 ano de Papel Pixel!

Em: Pra Participar, postado por: Cadu Corrêa

1 abr 2010

A exatos 365 dias atrás, em 1 de Abril de 2009, o Papel Pixel iniciava suas atividades.

Criado com a finalidade discutir design, comunicação e artes visuais, em seu primeiro ano de vida o blog foi palco de debates sobre os mais variados assuntos. Design, sustentabilidade, animação, infografia e toy art. Ilustração, fotografia, publicidade, web e tecnologia. Artes plásticas, quadrinhos, tipografia e até cerveja! Do papel ao pixel e além.

Falamos muito e há ainda muito mais sobre o que falarmos, contando sempre com a participação de vocês, leitores. Sim. Porque essa troca de informação só foi possível com a participação daqueles que, através de comentários ou email, discordaram, sugeriram, elogiaram e criticaram, fazendo deste um espaço cada vez melhor.

Obrigado a todos que nos acompanharam durante este ano. Pedimos que continuem sempre em contato. A participação de vocês é fundamental. É por isso que…
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