Em: Pra Ver, postado por: JForni
6 out 2009![]()
Se você mora na cidade do Rio Tietê não deve estar comemorando muito a vitória do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. ;P
Contudo, entretanto, porém - aproveitando a deixa, o Papel Pixel reuniu, em ordem cronológica, a evolução das marcas utilizadas em todas as edições dos jogos modernos que datam desde 1896 em Atenas.
É bem interessante perceber a grande mudança visual dos primeiros desenhos até os mais recentes logotipos.
Em um período em que o conceito de marca era ainda pouco entendido, as primeiras manifestações de identidade visual apresentavam características muitos mais próximas a cartazes. Utilizava-se recursos de ilustração realista, exaltando a figura humana de maneira clássica em sua forma, volume, luz e sombra. Nessa fase nota-se também uma tipografia predominantemente serifada.
A identidade criada para os jogos de 1924 em Paris, talvez marque a primeira tentativa de mudança desse paradigma. Temos uma proposta bem mais sintética e contemporânea, que valoriza a ilustração em traços de uma caravela e o uso de uma única cor, aplicados dentro da forma de um escudo.
Pela ruptura brusca que sua anterior causou, a identidade para os jogos de Amsterdã parece ter retomado o estilo clássico das primeiras edições dos jogos, numa tentativa de preservar antigas tradições. Contudo, era tarde demais, pois, uma idéia já havia sido plantada.
O logotipo desenvolvido a seguir seria um divisor de águas. É na edição em Los Angeles que pela primeira vez vemos transposto para o emblema oficial dos jogos, os anéis olímpicos idealizados pelo organizador das Olimpíadas Modernas, o Barão de Coubertin. Esses anéis têm como idéia criar um símbolo que resumisse o espírito olímpico de união e interação entre os povos.
Os cinco círculos representam os continentes:
* azul, Europa
* amarelo, Ásia
* preto, África
* verde, Oceania
* vermelho, America
O entrelaçamento dos anéis representa a união amistosa e pacífica das nações.
Com as cinco cores podem ser compostas todas as bandeiras do mundo. Ao criar o símbolo dos jogos, as cidades devem usar os anéis misturados a outros elementos.
Essa mudança iria nortear todos os outros emblemas que viriam a seguir. Os logotipos agora deveriam valer-se desse elemento, o que ajudaria na fácil identificação da marca dos jogos.
Após o período da Segunda Guerra Mundial, onde tivemos os jogos suspensos, temos a formatação das características que influenciaram praticamente todos os emblemas das edições até o momento atual.
Com exceção de Roma em 1960 e Munique em 1972, todos apresentam características semelhantes, muito em razão pela formação de um novo paradigma advindo com a Revolução Tecnológica e, mais recentemente, as extraordinárias modificações conceituais e contextuais verificadas ao longo das últimas décadas, em grande parte causadas pela globalização e pela presença cada vez maior da “sociedade da informação”.
Na mesma medida que o design moderno também tomava forma e importância para a sociedade, novas tendências foram criadas pelo desenvolvimento de poderosos softwares gráficos, o que ajudou a criar novos horizontes e possibilidades. Podemos evidenciar o crescente aumento na utilização de tipos sem serifa e a incidência de tipos cursivos como nos casos de Sidney e Pequim. As cores são aplicadas de forma geralmente chapadas, com uma paleta reduzida. A figura humana agora aparece sempre em movimento e de forma bem estilizada, assim como as estrelas e a tocha olímpica, um dos mais emblemáticos símbolos dos jogos.
Só não me pergunte o que pensou o designer que criou a logo para Londres 2012.
…
Em tempo…
Uma recente reportagem do Fantástico convidou o artista plástico Vik Muniz para criar aquele que seria o logotipo para os jogos olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Na mesma onda, o mascote ficaria a cargo de Ziraldo, pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista, escritor, tipógrafo, designer ilustrador e colecionador de piadas - que de bobo não tem nada - e que tratou logo de criar uma ninfetinha de biquíni.
A princípio me soou como lamentável perceber a escolha de um artista plástico para o quadro, já que um designer é o profissional mais indicado para o desenvolvimento da marca. Mas pensando bem, quem gostaria de trabalhar de graça?
As criações você confere aqui:
Vik Muniz é legal, mas vacila!
Papel Pixel é fruto da necessidade de discutir a prática da comunicação visual e seus desdobramentos no design, na publicidade e no pedestre dia-a-dia.
3 Comentários para
"Logolímpicos"
Symbol and Mascot « Olympic Games – Rio 2016
outubro 8th, 2009 at 03:29
[...] plastic artist, Vik Muniz, studied all the symbols from others Olympics Games and verified that in any of them the sun appears. So that, he created a [...]
Gaúcho
outubro 14th, 2009 at 23:29
Vocês são “bairristas”
Neinainny
julho 29th, 2010 at 09:57
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