Em: Pra Ler, postado por: JForni
3 fev 2010![]()
Antes que alguém dê faniquito dizendo que esse post deveria trazer apenas artistas overpowers do desenho e não pintores ou ilustradores, eu lhe pergunto: qual é à base da pintura senão o desenho?
Desculpa Pollock!
Hoje, 03 de Fevereiro é aniversário do fuderoso fotógrafo, pintor e ilustrador norte-americano Norman Rockwell (se esse nome não soou familiar, sacrifique seu polegar da mão direita e talvez os deuses tenham piedade de você).
Rockwell nasceu em Nova Iorque em 1894. Ele sempre quis ser artista e, por esse motivo, quando tinha 14 anos entrou para a New York School of Art. Aos 16 anos ingressou na National Academy of Design e também entrou para a Art Students League. Ainda aos 16 anos, dono de talento reconhecido, se tornou diretor da revista Boys’ Life (a revista dos escoteiros norte-americanos). Aos 21 anos, mudou-se para New Rochelle em Nova Iorque e abriu um estúdio em parceria com o cartunista Clyde Forsythe. Aos 22 anos fez, pela primeira vez uma capa para a revista The Saturday Evening Post, publicação que era descrita por Rockwell como “a maior janela de exposição da América”.
Muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 323 capas da revista The Saturday Evening Post que produziu durante mais de quatro décadas, Rockwell foi talvez quem melhor retratou o chamado The American Way of Life.
A família americana em cenas de sua vida comum era demais explorada pelo ilustrador. Seja uma simples viagem de férias, um refrescante dia na piscina do clube do bairro, um farto jantar ou as velhas histórias do vovô, nada escapava do sutil e poderoso traço de Rockwell.
Não era raro ver retratado em suas pinturas, crianças fazendo travessuras, vestidas como escoteiros, se imaginado adultas, cercadas com animais de estimação ou conversando com simpáticos velhinhos. Assim Rockwell apresentava toda a inocência e doçura da infância e da pré-adolescência.
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A produção do artista seguiu junto às transformações socias do país, e se em um primeiro momento tinham como destaque a inocência infantil, com a chegada da Primeira e da Segunda Guerra garantiriam contornos mais dramáticos como visto na série “Four Freedoms”.
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Norman Rockwell pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como o de outras importantes figuras mundiais, tais como Gamal Abdel Nasser e Jawaharlal Nehru. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.
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Foi o artista-plástico que criou na década de 20 e 30 maravilhosas e bem humoradas pinturas com o cotidiano de Santa Claus para a Saturday Evening Posts. Junto com o ilustrador americano Haddon Sundblom, Rockwell ajudaria a popularizar a identidade do que o imaginário coletivo vê como o Papai Noel, desenvolvendo o modelo que a Coca-Cola com a sua cobertura e freqüência de mídia difundiria mundo afora.
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A meticulosidade na produção dos trabalhos de Rockwell também é muito famosa, sempre fazia todos os desenhos separados em partes, esboço da idéia, vestuário e logo depois tudo junto. Em 1937 passou a fotografar e fazer seus desenhos a partir das fotografias obtidas, fazendo desenhos em preto e branco para depois estudar as possibilidades de cores e texturas. Ele gostava de dar atenção especial às expressões faciais, capturando as expressões de uma maneira exata e caricaturada.
Falecido aos 84 anos, em consequência de um enfisema, o artista deixou uma riquíssima e vasta obra que fala a alma. Milhares de pessoas compareceram ao seu enterro, no dia 8 de novembro de 1978. Muitas dessas tiveram seus rostos imortalizados por sua maestria no desenho e na pintura.
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“Norman Rockwell Behind the Camera” é um livro lançado nos Estados Unidos que mostra um pouco da produção e das referências fotográficas de que se valia o artista para conseguir chegar ao resultado final de seus trabalhos. O livro é um registro de vários objetos, roupas, cabelos e expressões de pessoas que viveram na época. Muitas das quais, amigos e moradores do bairro onde vivia o artista e que por vezes foram retratadas em períodos distintos de suas vidas.
Veja mais ilustrações baseadas em fotografias Aqui.
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DICA: Um bom exercício de leitura de imagem é tentar descobrir sobre o que cada pintura de Rockwell fala. O artista compôs cada ilustração com uma riqueza de detalhes e informações tão grande, que a brincadeira se torna bem divertida.
Um exemplo disso pode ser visto nesse site.
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Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Norman_Rockwell
http://www.nrm.org/
http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2007/04/rockwell-norman-ilustrao.html
http://www.rockwelllicensing.com/
Papel Pixel é fruto da necessidade de discutir a prática da comunicação visual e seus desdobramentos no design, na publicidade e no pedestre dia-a-dia.
4 Comentários para
"Mestres do desenho - Norman Rockwell"
Átila Santos
fevereiro 4th, 2010 at 03:57
Simplismente maravilhoso o seu post sobre Norman Rockwell. Como líder de desbravadores, entusiasta do escotismo e publicitário, as obras de Norman são apaixonantes pela meticulosidade como são trabalhadas.
Simplismente um luxo!
Bruno Bastos
fevereiro 4th, 2010 at 13:51
Vale destacar o viés de crônica social que o trabalho dele desperta. Através de objetos meticulosamente ‘plantados’ em cada cena e dos rostos expressivos de cada personagem.
JForni
fevereiro 5th, 2010 at 21:51
Obrigado pelos comentários Átila. Realmente o trabalho do Rockwell é incontestável. Além da qualidade técnica presente em suas pinturas, sua capacidade de síntese e composição são impressionantes.
Grande abraço.
JForni
fevereiro 5th, 2010 at 23:18
Pois é Bruno, Rockwell além de uma grande ilustrador, tecnicamente falando, era também um grande contador de histórias. Ele possuía um poder de síntese tão grande que não precisava mais do que um quadro para aguçar em que visse suas pinturas, toda uma história sobre as cenas que criara.
Por vezes Rockwell inseria sutilmente objetos na imagem que respondiam sobre do que se tratava o tema. Seja uma bandeira de guerra, pichações na parede, pequenas placas ou mesmo expressões de seus “personagens”, tudo era usado para contar uma história ou fazer uma crítica. Rockwell passeava sobre assuntos delicados como a guerra, o preconceito racial e os problemas sociais americanos de uma maneira ímpar.
Como disse antes, tudo foi retratado com maestria pelo artista.
Abs